sábado, 21 de março de 2009


Fazer supermercado: quem aguenta?

Fui pro supermercado cedo porque não suporto horário de pico nestes locais.
Parece que hoje todo mundo teve a mesma ideia e o pico mudou de horário.
Estacionamento lotado, corredores mais ainda.

Hora de driblar os contratempos: criança berrando, desligado que larga o carrinho no meio do corredor apertado, fofoqueiras que estacionam pra bater papo na frente de uma prateleira e impedem os demais de pegar o produto. O balcão das carnes sempre rende uma boa confusão. A de hoje era a indecisa, se levava ou não alguns quilos já que queria carnes que não tivessem vindo embaladas, e aquelas eram. O açougueiro, em vão, tenta explicar que são normas da fiscalização no Brasil, e que ela não vai mais encontrar produto não embalado. Mas ela tem resposta:

- Mas lá no Morro da Fumaça tem...

Segunda terá também um fiscal da vigilância, aposto.
A tal crise é evidente no supermercado. Chuto um aumento de uns 10% do mês passado pra cá. Ai, meu bolso.

Vencida a etapa das compras, é a vez da interminável fila no caixa.
A atendente faz jus ao seu salário por hora trabalhada e não por item registrado. Irritante a paciência dela.
Na minha frente, duas senhoras empatam tudo discutindo com o gerente pra que o empacotador vá até a casa delas resgatar as bombonas de água que compraram pra encher um aquário.
Depois de quase 40 minutos, minha compra começa a passar pela esteira.
Quiabo, pra variar, ela não sabia o que era. Sempre preciso explicar que quiabo é quiabo.

Tarde demais. A combinação demora demais + muitas horas de pé + irritação é certeira: Lene desmaiando.Tudo fica semi-escuro.A caixa precisa chamar o gerente várias vezes para cancelar itens porque a máquina está dando problema, mas a essa altura já não acompanho mais nada. Procuro água, não resolve. Puxo a cadeira de um dos caixas desativados e sento lá, ao que uma das senhoras da história água do aquário ainda não resolvida, dotada de compaixão, pergunta de onde estava mesmo, em volume 8:

- Tá grávida?

Não, senhora, não estou. É minha pressão que não aguenta tudo isso.

Com gente pelo ladrão e sem empacotador pra todos, preciso melhorar rapidinho pra voltar e jogar minhas compras nas sacolas.
E sem empacotador, sem gente para descer os carrinhos pela maldita rampa. Minha mãe pega o mais leve e vai, vou seguindo com o mais pesado. Zuuuuuuup, escorrego feio e só não caio porque o reflexo foi rápido para agarrar o corrimão. Ainda não tinha me recuperado do susto quando minha mãe teve o zuuuuup dela. Também não caiu, felizmente, mas está reclamando até agora de ter esfolado um dedo. Fomos salvas por um empacotador que voltava da garagem e viu a cena.

Preciso lembrar de avisar a direção do supermercado na segunda-feira. Uma indenização por queda deve sair bem mais caro que um reparo na rampa. Aproveitando, podiam me indenizar pelas horas tenebrosas que passei lá dentro.

3 Tire e atire aqui:

Filipe Casagrande disse...

Tu escreves tão bem que, mesmo sem estar neste mesmo supermercado naquele horário, consegui visualizar toda a tua agonia e aflição...

Fazer compras na hora do "rush" nos supermercados, é preciso ter uma paciência de jó

De França disse...

há com certeza era o bistek. além disso aí é q nem sempre o preço q ta na gôndola é o mesmo q ta na frente de caixa.. tem q sempre ficar de olho. Eu gosto de fazer compras durante o horário de almoço, nos fins de semana, sempre é vazio se for no Bistek

Carla disse...

iiii... arrumou mais um fã.... sai pra lá, número 1 já tem dona.

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