Ontem, no auge do "quero dar um pause no cérebro", zapeei a TV até parar no VH1 e assistir a uma parte de um documentário sobre o New Kids on the Block. Não era fã, até porque não era o target, mas alguns fatores econômicos e sociais do negócio me chamaram a atenção.
Fui pré-adolescente quando Step by Step tocava 68 vezes por dia na rádio. Lembro de uma colega de escola, mais provida de recursos, que era dona de uma pasta espetacular, com fotos dos componentes em vários ângulos e letras das músicas. Não tinha noção do tamanho que foi a febre, numa época em que não se imaginava que existiria a internet e TV a cabo estava fora de cogitação pro nosso bolso (tá, isso pareceu bem antigo, mas foi praticamente ontem, é que a tecnologia avançou rápido ok?).
Fui pré-adolescente quando Step by Step tocava 68 vezes por dia na rádio. Lembro de uma colega de escola, mais provida de recursos, que era dona de uma pasta espetacular, com fotos dos componentes em vários ângulos e letras das músicas. Não tinha noção do tamanho que foi a febre, numa época em que não se imaginava que existiria a internet e TV a cabo estava fora de cogitação pro nosso bolso (tá, isso pareceu bem antigo, mas foi praticamente ontem, é que a tecnologia avançou rápido ok?).
Mas o que me chamou a atenção no documentário foi ver a que nível o grupo chegou, comparado a beatlemania, faturando mais que Madonna em alguns anos, e a quantidade de produtos licenciados que gerava mais alguns zilhões por mês. E como o negócio se desfez em pouco tempo. Como eu sempre digo, fama deve ser algo dificíl de lidar, enlouquecedor.
A fase ruim começou com denúncia de atear fogo a um quarto de hotel, prisão, desentendimentos entre os membros, olho grande do produtor. Até o fim de um grupo milionário que, 15 anos depois, volta.
Volta? Se eles pararam porque estavam começando a se frustrar, o risco de nova frustração para quem esteve no topo é evidente. As viúvas do New Kids, nos anos 90 adolescentes, hoje são balzaquianas. Desculpe Jordan, mas nós, mulheres de 30, não gritamos desesperadas em porta de hotel (algumas talvez, que não tenham a mesma idade mental e cronológica, mas são minoria - espero eu). O sucesso não será o mesmo, nem parecido. E pra New Kids, a essa altura, é forçar. Old Kids não ficaria melhor? Mas não se pode negar que os meninos têm seu mérito. Afinal, conseguiram acumular uma conta bancária gorda o suficiente pra fazê-los esquecer dos palcos por todo esse tempo. E conseguiram isso de topete laqueado e coletinho de lantejoulas...
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