segunda-feira, 30 de março de 2009


Palhaços de fim de tarde


Ontem no fim da tarde saí pra caminhar pelo bairro com a minha irmã, uma ação - acreditava eu - normal. Pelo visto, não é, pelo estrago o povo do meu bairro não deve ver mulher andando na rua desde antes da crise. Duas quadras abaixo de casa, um corsa branco para, o moleque de uns 17 anos no banco do caroneiro baixa os óculos de camelô e dispara:
- Queeeeeeeee mulher...
Se eu fosse responder no nível, teria que dizer "queeeeeeeee palhaço". Mas deixei passar. Era um sinal pra ter voltado para casa. Não sou boa em nomes de carros, então o segundo vira apenas o carro vermelho. Dois sujeitos diminuem a velocidade e falam alguma gracinha. O terceiro, carro prata, buzina. Palmas para o quarto, num passat azul-calcinha com duas figuras parecendo escapadas do Santa Augusta. Praticamente parando, o motorista põe a cabeça na janela e grita "mas que anjos eu tô vendo aqui". Teve mais sorte que nós então, porque de onde estávamos o que víamos era a visão do inferno, um representante legal do diabo. Melhor ir pra casa. Mas não sem antes passar pelo quinto pelego, que também desacelerou, buzinou e disse qualquer coisa. Mandei se fuder. E perguntei pra minha irmã: voltei pro carnaval de Laguna e não sei?

1 Tire e atire aqui:

Caio disse...

Falta categoria pra esses muleques, mas que eles tem motivos, isso tem...rs

Postar um comentário

Tire e atire com moderação, ok?