Na volta de Tubarão, minha irmã me lembrou de uma boa. No voo São Paulo-Maceió, quando puxei a mesa para receber minhas quatro bolachinhas, um relógio de pulso caiu, não sei de onde. Relógio masculino, batatão, pulseira arrebentada. Olhamos ao redor pra ver se um dos passageiros estava com cara de “meu relógio caiu”. Nada. Chamamos a aeromoça. Diálogo:
- Moça, encontrei este relógio caído aqui no chão...
- E não é seu?
Silêncio. A aeromoça olha (inacreditavelmente) esperando um sim ou não. Minha irmã me olha, pensando provavelmente em respostas tão adequadas quanto as minhas. Nos contemos:
- Não, não é.
Ela recolhe o relógio então, prometendo anunciar no sistema de som para tentar localizar o dono.
E aí eu pergunto: ser aeromoça dá a ela o direito de ser tão "avoada"?
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