quinta-feira, 29 de outubro de 2009


Saudade é não saber

Lembrei de um texto que rola pela internet, atribuído a Miguel Falabella, não sei se é de autoria dele mesmo ou não. Mas tem este trecho:

Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ele tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada;
Se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internete e encontrar a página do Diário Oficial;
Se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
Se ele continua preferindo Malzebier;
Se ela continua preferindo suco;
Se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
Se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
Se ele continua cantando tão bem;
Se ela continua adorando o MC Donald's;
Se ele continua amando;
Se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não querer saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...

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