O Supremo Tribunal Federal decidiu no começo da noite, por 8 x 1, que o diploma de jornalismo não é mais obrigatório para exercer a profissão. Ok, conheço muita gente medíocre que passou pela faculdade, colou grau e agora faz uma cretinisse atrás da outra no mercado de trabalho. Concordo que a faculdade não diminui orelha de burro nenhum, e que há excelentes exemplos de quem recebeu registro por tempo de serviço antes do reconhecimento da graduação em comunicação social. Mas derrubar o diploma é retrocesso. É dizer pra essa gurizada que lota as cadeiras em faculdades que estudar não vale a pena. Importante agora é ter um QI bom.
Conheço pessoas fantásticas que tem o dom da cura, mas elas não podem ser consideradas médicos.
Conheço pessoas que argumentam como ninguém e defendem realmente os direitos de quem precisa, mas elas não podem se intitular advogados.
Mas para o STF, quem escreve ou fala bem atrás do microfone, em frente às câmeras, ora, pode muito bem ser jornalista. Ser formador de opinião. Ser tomado por verdadeiro.
É, concordo também que o jornalismo não anda na sua melhor forma, que a onda agora é o sensacionalismo, o colunismo social, o googlismo. Só que eliminar a necessidade de uma formação técnica é alimentar o cretinismo, é abrir as portas para o amadorismo e dizer para quem passou quatro anos na sala: não precisava.
Meu diploma está orgulhosamente emoldurado, exposto no meu quarto. Vai ficar lá, pra mim continua representando o ideal que tracei em 1997. Aprendi.
O STF matou nosso diploma.